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segunda-feira 12 de agosto de 2019

Lima 2019: sem medalhas no Pan, novo desafio para os brasileiros é se classificar para Tóquio 2020

Medalhas masculinas só foram decididas num tríplice playoff de 11 buracos. EUA levaram dois ouros. Paraguai foi destaque

 

por | Ricardo Fonseca

Brasil no pan com logosO melhor momento para os brasileiros nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 foi ver a alegria com que Alexandre Rocha, irradiante, e Luiza Altmann, dançando e pulando, desfilavam na cerimônia de encerramento da maior competição esportiva das Américas. Para o golfe mundial, foi ver a emocionante homenagem que o Paraguai fez a Carlos Franco, de 54 anos, seu maior campeão nesse esporte, ao escalá-lo – e não Fabrizio Zanotti que acabara de dar a seu país a primeira medalha de ouro na história dos Jogos Pan-Americano –, para levar a bandeira paraguaia na cerimônia de encerramento, em Lima, a sua última.

Esses são momentos marcantes para as carreiras de qualquer esportista, independente te terem conquistado medalhas ou não. O importante para todos eles é saber que deram o melhor que podiam no momento em que competiam e que fizeram parte de uma coisa muito maior, ajudando a manter vivo o ideal de qualquer esporte, onde ganhar é sempre bom, mas o mais importante é competir, sabendo que lá estavam entre os expoentes de suas modalidades no continente americano.

Brasil – Rocha e Luiza deixaram Lima com vontade redobrada de voltar a defender o Brasil nos Jogos de Tóquio 2020, uma experiência que Adilson da Silva, que completou a equipe masculina, já teve no Rio 2016, e que a amadora Nina Rissi, que completou a equipe feminina, se prepara para ter em Paris 2024, quando já estará na sua carreira profissional. Mas, não será uma tarefa fácil estar entre os 60 homens ou 60 mulheres, que competirão no Japão dentro de um ano.

Apesar do desempenho abaixo do que podia, em Lima, onde só jogou abaixo do par no último dia, para terminar em 20º lugar com 284 (75717167) tacadas, o par do campo, Adilson continua sendo a maior esperança de o golfe Brasil estar representado em Tóquio 2020. Adilson é o 348º do ranking mundial esta semana, longe dos português Ricardo Santos (267º do mundo) e Jose-Filipe Lima (269), que estão ficando hoje com as duas últimas vagas.

medalhas panRanking – Mas Adilson, que começou o ano como 269º do mundo e esteve no ranking olímpico por quase um ano, tem plenas chances de se recuperar. Afinal, ele encerrou a temporada do primeiro semestre dos circuitos onde joga – Ásia e África do Sul – cansado, não passou o corte nos três últimos torneios e foi para Lima sem ritmo de jogo. Mas antes disso Adilson pontuou dez vezes para o ranking olímpico, com resultados muito bons que ele pretende repetir nos próximos 12 meses que ainda valem para a classificação para Tóquio 2020.

Quem também tem boas chances de chegar a Tóquio 2020 é o paulista Alexandre Rocha, o melhor brasileiro no Pan, na 14º colocação, com 279 (70-69-73-67) tacadas, cinco abaixo. Rocha pagou o preço de jogar mal no sábado, mas sabe que tinha jogo para estar no tríplice playoff que decidiu as medalhas masculinas. A de ouro ficou para Zanotti, que superou os dois adversários com um par no primeiro buraco extra. Já o guatemalteco Jose Manuel Novales, que levou a prata, precisou de 11 buracos para derrotar o chileno Guillermo Pereira, que levou o bronze.

Pontos – Rocha joga no PGA Tour LA, onde é o brasileiro mais bem classificado até a metade do ano, 10º colocado, com dois terceiros, um quarto e um oitavo lugar em sete tonreios e tem mais nove para jogar, incluindo dois no Brasil, em setembro, para marcar mais pontos para o ranking mundial onde está hoje em 670º lugar. E esses pontos podem ser quase três vezes maiores se jogar no Korn Ferry Tour em 2020. Para isso, precisa terminar o ano entre os cinco primeiros do PGA Tour LA ou passar na Q-School, onde joga direto a partir da segunda das três fases.

Rodrigo Lee (877º do ranking mundial) e Rafa Becker (1015) também jogam no PGA Tour LA e com três bons resultados até o final do ano podem entrar na bolha de classificação. Rodrigo, 14º do ranking do PGA Tour LA, vem de um quarto lugar e vice-campeonato no final do semestre, em grande ascensão. Já Becker, que deixou o circuito em maio par jogar no Korn Ferry Tour, estará de volta no segundo semestre, tendo como única preocupação as dores nas costas que prejudicaram sua temporada.

Feminino – Entre as mulheres, Luiza Altmann continua sendo a única possibilidade de o Brasil estar na chave feminina de Tóquio 2020. Luiza jogou no Tour Europeu Feminino em 2018, mas perdeu o cartão e está sem pontuar para o ranking mundial nesta temporada. Ainda assim ainda está em 1213º lugar no ranking que vai classificando até a 415ª do mundo.

Com um swing maravilhoso, faltou a Luiza, em Lima, ritmo de competição, pois em todo o semestre jogou apenas alguns torneios na Coréia como convidada. Terminou em 23º, com 302 (76-79-74-73) tacadas. Mas a chave feminina de Lima 2019 era muito forte, e consagrou a amadora americana Emilia Migliaccio, número 8 do ranking mundial amador, com a medalha de ouro que ela conquistou com 276 (70-68-68-70) tacadas, oito abaixo do par. A paraguaia Julieta Granada levou a prata com 280 (70-71-71-68), seguida pela colombiana Paula Hurtado, com 281 (71-72-70-68). Nina, a outra brasileira, ficou em 17º, com 296 (72-72-77-75).

Equipes – O Brasil também não foi bem nas duplas mistas, onde valia o melhor resultado masculino e o melhor feminino por dia de cada país. Os brasileiros terminaram em 12º lugar entre 17 países, com 568 tacadas, sendo que cada um dos quatro pontuou dois dos quatro dias para a equipe.

A medalha de outro foi para a equipe americana só de amadores Top 20 do ranking mundial, com 544 tacadas (Brandon Wu, John Hagestad III, Emilia Migliaccio e Rose Zhabg). A prata, com 549 tacadas, foi para o Paraguai (Zanotti, Franco, Granada e Sofia Garcia). E o bronze, com 552 tacadas, para o Canadá (William Connelly, Joey Savoie, Mary Parsons e Brigitte Thibault).

Medalhas – Os EUA ficaram em primeiro lugar no quadro de medalhas do golfe em Lima, com duas de ouro. O Paraguai ficou em segundo com um ouro e duas pratas. A seguir ficarm a Guatemala, com uma prata, e Chile, Colômbia e Canadá, com um bronze cada.